O fio que costura tudo
Meus projetos partem de uma pergunta só: o que faz uma pessoa não conseguir enxergar
a estrutura que a organiza?
Marx chamou isso de alienação. Du Bois chamou de dupla consciência. Fanon mostrou como o colonialismo
entra na cabeça antes de entrar no território. Lélia Gonzalez mostrou que, no Brasil, racismo e sexismo
não são camadas separadas — são a mesma engrenagem. Crenshaw deu nome ao ponto onde tudo se cruza.
Eu construo ferramentas. Sites, questionários, análises, mapas interativos. Cada uma tenta transformar
uma abstração teórica em algo que uma pessoa sem repertório acadêmico consiga usar sozinha, no celular,
sem pedir licença a ninguém.
Isto é um acervo.
São projetos construídos entre 2025 e 2026 — cada um traz a data do último trabalho.
A maioria continua no ar porque continua servindo, não porque esteja em desenvolvimento ativo;
as exceções são O nome que
chegou tarde, Ninguém nasce sem palavras e Mapeamento de Perspectiva, escritos agora e em manutenção. Meu trabalho remunerado é outro e fica fora daqui.